Universidade de Lisboa está a construir “a maior residência universitária do país”

São mais de 900 camas, parque de estacionamento subterrâneo, praça central e zonas de lazer. É um investimento de 38 milhões de euros que deverá ficar concluído em “dois anos”.

A Universidade de Lisboa anunciou esta terça-feira que a construção dos edifícios 2 e 3 do que garante ser “a maior residência universitária do país” já começou.

Segundo um comunicado enviado ao P3, o novo campus universitário terá dois novos edifícios com mais de 900 camas e, mostram as imagens 3D do projecto, uma praça central e zonas de lazer. Estes dois prédios juntam-se ao edifício 1 que já está em construção.

“Está também prevista a construção de um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 500 automóveis, assim como diversas áreas comerciais e uma extensa praça rectangular na sua superfície, com zonas de lazer, descanso e convívio”, detalha o documento.

O novo "campus universitário", como lhe chama o documento, ficará localizado entre a Biblioteca Nacional e os pólos da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária, e o Instituto Universitário de Lisboa (Iscte), num terreno com "três hectares de área".

O projecto foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e traduz-se num investimento de 38 milhões de euros. Tem como objectivo responder à actual crise na habitação e falta de quartos em Lisboa para universitários deslocados.

O comunicado recorda ainda que este é um dos maiores projectos de construção de alojamento estudantil das últimas décadas. Além de acomodar estudantes deslocados nacionais, procura alojar alunos estrangeiros que frequentam faculdades portuguesas por um curto período de tempo.

Em Janeiro de 2023, Luís Ferreira, reitor da Universidade de Lisboa, já havia anunciado a construção do edifício 1 que terá capacidade para receber 335 novas camas.

De acordo com o site da Universidade de Lisboa, esta instituição de ensino superior tem, neste momento, 20 residências universitárias com mais de 1300 camas, sendo que 14 dessas residências se destinam a estudantes e cinco a docentes e investigadores.
Ana Isabel Ribeiro, 25 de Setembro de 2024, Público