Desde 2014 que não se reformavam tantos funcionários públicos como no ano passado

O número e funcionários públicos que se reformou em 2024 ascendeu a 22.681, sendo este o universo mais elevado dos últimos 10 anos, segundo os dados da execução orçamental divulgados esta sexta-feira.

A síntese da execução orçamental relativa ao ano de 2024 indica que a Caixa Geral de Aposentações (CGA) passou a ter 21.701 novos pensionistas por velhice e outros motivos, a que se somam mais 980 por invalidez, totalizando 22.681 e registando uma subida de 12% face ao ano anterior, quando as saídas por velhice e outros motivos ascenderam a 19.230, enquanto as por invalidez foram de 998, num total de 20.228.

Os novos reformados da CGA em 2024 correspondem ao universo mais elevado desde 2014, ano em que saíram da função pública por motivos de reforma 23.300 pessoas.

Os novos reformados da CGA registados em 2023 e 2024 revelam uma subida face os vários anos em que o universo anual médio de saídas rondou as 16 mil – com exceção para os anos de 2016 e 2017 em que as saídas foram inferiores, tendo sido de, respetivamente, 8.727 e 12.298.

A evolução das reformas é uma das consequências do envelhecimento dos trabalhadores da função pública. De acordo com o último Boletim Estatístico do Emprego Público (BOEP), em 30 de junho do ano passado, 66,5% dos postos de trabalho ocupados das administrações públicas correspondiam a trabalhadores com 45 e mais anos.

A mesma informação indicava também que, entre dezembro de 2011 e junho de 2024, a idade média dos trabalhadores da Administração Pública aumentou 4,9 anos (de 43,6 anos de idade em dezembro 2011 para 48,5 anos em junho 2024), havendo carreiras, como a de conservador de registo e oficial de registo e notariado, em que todos os trabalhadores têm mais de 40 anos.

 Agência Lusa

3500 funcionários públicos vão pedir a reforma este ano

Câmaras municipais, escolas, e universidades são as áreas em que mais trabalhadores pediram para sair.

Há 16 anos que não havia tantos pedidos de funcionários públicos para aceder à reforma. Para este ano, que ainda vai no primeiro mês, já foram confirmadas as reformas de 3504 trabalhadores do Estado. O número não era tão grande desde 2009, período em que o Governo encurtou o tempo de serviço para aceder à pensão.

Em janeiro de 2025, o setor da educação é o que perde mais profissionais do Estado. Até ao próximo dia 31 são 925. Vão receber em média 2696 euros por mês.

Câmaras municipais, escolas, e universidades são as áreas em que mais trabalhadores pediram para sair para a reforma.

11 de Janeiro de 2025