Tribunal anula eleição de reitor da Nova

Candidato excluído no ano passado contestou o processo e o tribunal manda repetir a eleição

O processo eleitoral para reitor da Universidade Nova de Lisboa (UNL), realizado no ano passado e que teve como vencedor Paulo Pereira — oficialmente em funções desde outubro de 2025 —, vai ter de ser repetido. Assim determinou o Tribunal Administrativo de Lisboa, numa sentença publicada este mês, depois de analisar a contestação feita por um dos candidatos excluídos. Pedro Maló, professor auxiliar da UNL, apresentou a sua candidatura, mas esta foi excluída pela comissão responsável pelo processo eleitoral porque os regulamentos da UNL preveem que apenas se possam candidatar “professores catedráticos e investigadores coordenadores com experiência relevante de gestão”. Maló alegou que esta limitação violava o Regime Jurídico das Institui­ções do Ensino Superior e a Justiça deu-lhe razão.

Assim sendo, o Tribunal Administrativo condena a Universidade Nova a “admitir a candidatura do autor [Pedro Maló]” à eleição para o cargo de reitor da UNL, “repetindo todos os atos do procedimento eleitoral após a admissão (publicação do edital com as candidaturas admitidas, incluindo a do autor, audição pública para eleição do reitor e votação). O Expresso questio­nou a Reitoria da UNL para saber se vai recorrer desta decisão, mas não recebeu resposta até à hora de publicação deste artigo.

À eleição do ano passado concorreram Paulo Pereira (eleito), Elvira Fortunato, João Amaro de Matos, João Alferes e Duilia de Mello.

Expresso 13 de março de 2026